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21/03/2012 - 10:27 - Fonte: Agencia Minas

Centro de Arte Popular no Circuito Cultural Praça da Liberdade conta com obras do Jequitinhonha

O governador Antonio Anastasia inaugurou, segunda-feira (19/03), em Belo Horizonte, o Centro de Arte Popular - Cemig, novo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade, voltado à exposição de obras de artistas populares de diferentes regiões de Minas Gerais e do Brasil.

Foto: Divulgação Centro de Arte Popular no Circuito Cultural Praça da Liberdade conta com obras do Jequitinhonha
Centro Popular de Arte conta com peças de artesãs de Araçuai como Zefa e Lira, e Ulisses de Itinga estão com peça

O governador Antonio Anastasia inaugurou, segunda-feira (19/03), em Belo Horizonte, o Centro de Arte Popular - Cemig, novo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade, voltado à exposição de obras de artistas populares de diferentes regiões de Minas Gerais e do Brasil.

 

O museu está instalado em um prédio histórico, construído em 1928, onde funcionou o Hospital São Tarcísio, a poucos metros da Praça da Liberdade.

 

Este é o oitavo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

 

O Governo de Minas investiu R$ 7 milhões na implantação do espaço cultural, dos quais R$ 1,5 milhão por meio da Cemig. As obras envolveram desde a restauração do edifício até a implantação de estrutura moderna e adequada ao abrigo de obras de arte.

 

A proposta do Centro de Arte Popular - Cemig é valorizar a diversidade cultural mineira.

 

O acervo conta com 800 peças, grande parte de propriedade do Estado.

 

Outras peças de instituições e de colecionadores privados, cedidas por comodato, integram o acervo.

 

O edifício tem quatro pavimentos com ateliês para oficinas, sala de exposições temporárias, auditório multiuso, café, loja, centro de informação com biblioteca, videoteca e computadores para consulta e quatro salas de exposições de longa duração.

 

A gestão do Centro de Arte Popular - Cemig será da Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura.

 

Exposição inaugural

 

A exposição inaugural de longa duração apresenta ao público 360 peças, que retratam as diferentes expressões de arte criadas pelo homem, ao longo do tempo, em todo o Estado de Minas Gerais.

 

Isso inclui desde manifestações dos primeiros habitantes da região, com as pinturas rupestres, até os grafismos urbanos contemporâneos.

 

Inclui fotos, vídeos, esculturas em madeira, cerâmica, peças de festas religiosas, oratórios, ex-votos, santos e pinturas.

A secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, disse que a inauguração do centro é um momento muito importante para a cultura de Minas Gerais.

 

“Estamos entregando uma instituição que pretende ser um centro de referência da arte popular.

 

Além do espaço de exposição com um acervo riquíssimo, o centro será também um espaço de pesquisa, de seminários, de reflexão, tudo relacionado à arte popular de Minas Gerais”.

 

As obras expostas são assinadas por artistas como Noemisa, GTO (Geraldo Teles de Oliveira), Artur Pereira, Maria Lira Marques, Dona Isabel, Dirléia Neves Peixoto, Ulisses Pereira, Lorenzatto e Dona Tonica.

 

Também trabalhos de artistas anônimos compõem o acervo. Estão representados Araxá, Belo Horizonte, Cachoeira do Brumado (distrito de Mariana), Divinópolis, Ouro Preto, Prados, Sabará e São João del-Rei e municípios do Vale do Jequitinhonha.

 

Além da exposição de longa duração, na abertura do Centro de Arte Popular também foi inaugurada uma mostra temporária, que apresenta uma coleção inédita de oratórios, santos e ex-votos dos séculos XVIII e XIX, exposta pela primeira vez ao público.

 

A mostra acontecerá até 19 de junho.

 

Dentre as 45 obras que compõem o conjunto, há uma raridade, que é um oratório de origem africana, do século XVIII, produzido por escravos e por Mestre Borboleta.

 

O Centro de Arte Popular - Cemig funcionará nas terças, quartas e sextas-feiras das 10 às 19 horas, nas quintas-feiras das 12 às 21 horas e nos sábados e domingos das 12 às 19 horas. A entrada é gratuita.