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18/04/2012 - 12:32 - Fonte: Agência Minas

Cemig avalia eficácia de repovoamento de peixes em rios de Minas

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) pretende repovoar, até o mês de maio, as bacias dos rios Grande, Araguari, Paranaíba, Jequitinhonha e Pardo, com cerca de 600 mil alevinos de espécies de peixes nativas de cada região

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) pretende repovoar, até o mês de maio, as bacias dos rios Grande, Araguari, Paranaíba, Jequitinhonha e Pardo, com cerca de 600 mil alevinos de espécies de peixes nativas de cada região.

 

Além da iniciativa de recomposição da fauna dos rios onde possui usinas, a empresa conta com três projetos, dentro do Programa Peixe Vivo, que contribuem para que a evolução dos peixes soltos nas bacias hidrográficas do Estado possa ser monitorada.

 

 

Um dos projetos é a criação do Centro de Excelência em Ictiologia de Volta Grande, no Triângulo Mineiro.

 

Os recursos do projeto do centro estão sendo investidos na melhoria e construção de instalações da Estação de Piscicultura de Volta Grande e no desenvolvimento de parcerias e convênios com universidades.

 

O objetivo é transformar o local em referência nacional na gestão de recursos pesqueiros, desenvolvendo e transferindo tecnologia para concessionárias de energia e centros de pesquisa do país.

 

 

Perfis genéticos

 

Outra iniciativa é a criação de um banco de DNA para propiciar estudos genéticos do curimbatá (Prochilodus lineatus), espécie de peixe utilizada em programas de repovoamento da Cemig.

 

Antes das solturas, serão determinados os perfis genéticos tanto dos reprodutores da Estação Ambiental de Volta Grande quanto dos alevinos liberados nos reservatórios de Jaguara e Volta Grande, por meio do uso de marcadores de DNA.

 

 

Periodicamente, a empresa coletará peixes nos reservatórios onde ocorreram peixamentos e, comparando-se os seus perfis por meio da análise de DNA, será possível determinar, entre os curimbatás coletados nas represas, quantos são provenientes do repovoamento e quantos são de desovas ocorridas na natureza.

 

Desta forma, será possível identificar a ocorrência ou não de reprodução e analisar os locais de soltura que trouxeram melhores resultados.

 

 

Esta metodologia está sendo utilizada por dois projetos em andamento dentro do âmbito do Programa Peixe Vivo.

 

Um deles conta com investimento de R$ 2 milhões e é realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais.

 

Além de marcadores moleculares, este projeto conta, ainda, com uma marcação física inédita no Brasil, já utilizada para estudos com salmões na América do Norte.

 

 

O outro projeto, realizado em parceria com a Universidade Federal de São João Del-Rei, tem como foco as espécies de peixe que estão com população reduzida no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itutinga, no rio Grande, como a piapara, a piracanjuba e o dourado.

 

 

De acordo com o analista de meio ambiente do Programa Peixe Vivo, João de Magalhães Lopes, os estudos são fundamentais para a definição de estratégias mais coerentes para a mitigação de impactos ambientais causados à ictiofauna por usinas hidrelétricas.