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09/09/2013 - 12:07 - Fonte: Gazeta de Araçuai

Itinga mantém tradição da festa de Nossa Senhora D' Ájuda

A festa realizada de 30 de agosto a 8 de setembro levou milhares de pessoas àquela hospitaleira cidade às margens do rio Jequitinhonha

Foto: Gazeta de Araçuai Itinga mantém  tradição da festa de Nossa Senhora D' Ájuda
A festa mistura profano e religioso durante uma semana de comemorações na principal praça do bairro Porto Alegre

Em Itinga, (MG) o rio Jequitinhonha divide o outro lado da  vida, onde convive duas cidades e ambas com seus  padroeiros.

 

 

 

Uma delas é Nossa Senhora D’Ájuda, padroeira do bairro Porto Alegre, na chegada da cidade.

 

 

 

A festa realizada de 30 de agosto a 8 de setembro levou milhares de pessoas àquela hospitaleira cidade às margens do rio Jequitinhonha.

 

 

 

Com apoio da prefeitura municipal, a  festividade propõe o resgate dos valores humanos, históricos e sócio-culturais desta manifestação profano-religiosa tão importante na cultura do povo itinguense.

 

 

 

 

 A festividade nasceu há mais de 50 anos e Nossa Senhora D ‘Ajuda tornou-se a protetora do bairro. Atualmente,  o teor puramente religioso que a festa possuía no período inicial,  deixou de existir.

 

 

 

Durante toda a semana, devotos da cidade e municípios vizinhos,  participaram das celebrações  realizadas pela paróquia Santo Antonio, a exemplo da  benção para cura de depressão, batizados, reza do terço e procissão, cujo tema este ano foi “ Deus quer precisar da mulher”.

 

 

 

`A noite, a principal praça ddo bairro contou com barracas de alimentação e shows de bandas, com muito axé, MPB , forró e música sertaneja.

 

 

 

O prefeito da cidade Adhemar Marcos, (PSDB)conta que este ano foi a primeira vez que se instalou um palco na praça para shows, além de barracas padronizadas para venda de comidas e bebidas. “ Isso não existia. Então decidimos organizar melhor a festa para atender os visitantes”, disse o prefeito.

 

 

 

Outra tradição da festa são as barracas dos camelôs que ocupam uma grande extesão de uma das principais avenidas do bairro. É um verdadeiro shoping popular a céu aberto, onde você encontra de tudo um pouco, desde utensílios domésticos, brinquedos,  vestuário para cama, mesa e banho, sem falar nos famosos DVDs e Cds piratas para todos os gostos.

 

 

Buscar apreender os diversos sentidos da festa incumbe em investigar aspectos muitas vezes ocultados na memória social da comunidade.

 

 

 

 A celebração da padroeira deve ser vista como a auto-representação de um grupo, uma expressão que busca reforçar a identidade e, ao mesmo tempo, limitar territorialidades. “ Aqui cada bairro tem um padroeiro , mas o padroeiro oficial da cidade é Santo Antonio”, diz uma devota.

 

 

 

Durante a festa milhares de pessoas desfilam no mesmo caminho, pelas mesmas ruas e becos históricos da cidade com seus casarões e a beleza do rio Jequitinhonha,. Sem dúvida alguma, a festa já pertence ao calendário das  importantes celebrações religiosas da região. Ano que vem tem mais.

 

Sérgio Vasconcelos

Repórter