Seu Internet Explorer está desatualizado

Para uma melhor visualização do site, utilize a mais nova versão ou escolha outro navegador.

Notícias » Cidades

10/05/2012 - 01:23 - Fonte: Hoje em Dia

MPF quer saber onde Tadeu Leite usou os R$ 4,6 milhões da saúde

Ministério Público quer saber onde foi parar R$ 4,6 milhões destinados ao setor da saúde de Montes Claros

Foto: Frederico Haikal MPF quer saber onde Tadeu Leite usou os R$ 4,6 milhões da saúde
Prefeito Tadeu Leite, que já foi votado em Araçuai, como deputado, é acusado de desvio de verbas públicas

Depois de denunciar o prefeito Luiz Tadeu Leite (PMDB) por ter provocado um rombo de R$ 4,6 milhões nos cofres da Saúde de Montes Claros, no Norte de Minas, o Ministério Público Federal (MPF) em Minas vai abrir outra investigação, desta vez, para descobrir onde foi parar os recursos da verba carimbada do Fundo Nacional de Saúde, do governo federal.

 

“O recurso da verba carimbada foi para os cofres da prefeitura. Isso nós temos certeza. Como não foi aplicado de forma devida ainda não sabemos onde ele foi parar. Mas nós vamos descobrir. Será o nosso próximo passo”, afirmou procurador da república do MPF em Minas, André  Vasconcelos . Ele é autor das duas ações de improbidade administrativa (mau uso de dinheiro público) contra o prefeito e o ex-secretário municipal de Saúde José Geraldo de Freitas Drummond.

 

Na primeira ação, o MPF diz que R$ 1 milhão destinado pelo Ministério da Saúde para custear uma equipe de agentes comunitários de saúde teve os servidores contratados sem concurso público.


Além disso, os funcionários foram transferidos para a pasta da Educação, porém, a verba carimbada da Saúde continuou a ser repassada, mesmo sem eles constarem no cadastro. Não bastasse, existem fortes indícios que os funcionários sem concurso, na realidade, atuavam como cabos eleitorais do prefeito e de seu filho, o deputado Tadeuzinho Leite (PMDB).

 

Na outra ação de improbidade, no valor de R$ 3,6 milhões, o MPF sustenta que o governo federal mandou o recurso para compor investimentos no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), onde cada equipe é composta por educador físico, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, entre outras especialistas. No entanto, como ocorreu no caso do R$ 1 milhão dos agentes comunitários de saúde, a verba carimbada foi desviada de sua finalidade.

 

Por conta disto, houve um sucateamento nas unidades de saúde da cidade. Ou seja, estão funcionando de forma precária, mesmo com a captação da verba transferida pelo governo federal.

 

Além da farta documentação recolhida pelo MPF, as duas ações de improbidade estão instruídas com depoimentos de servidores efetivos que atuam na área de saúde da cidade, o que, pelo menos em tese, reforça as acusações perante a Justiça.

 

Peemedebista volta a disparar metralhadora

 

Alvo de processos movidos pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE) e na mira da Polícia Federal (PF), o prefeito de Montes Claros e ex-deputado estadual, Luiz Tadeu Leite (PMDB), ao invés de se defender das acusações que pesam contra sua administração, voltou a disparar, nesta quarta-feira (9/05), sua metralhadora giratória contra os Ministérios Públicos estadual e federal, TCE, governo estadual e PF.

 

“De repetente abateu-se sobre nós uma fiscalização que posso chamar de devassa, que ao que tudo indica nunca houve na história política de Minas Gerais. A finalidade não é condenação. A única finalidade é político eleitoral, para ser usado nas eleições”, alegou.

 

Sem um documento sequer, o peemedebista atribuiu a série de investigações que vem sofrendo a um complô político tramado pelos secretários Gil Pereira (Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte), e Carlos Pimenta (Trabalho e Emprego).

 

Também sem citar nominalmente os secretários de Estado, o prefeito afirmou que os dois estão usando força política para abastecer os órgãos de fiscalização de dinheiro público. “Vocês sabem quem são. Não preciso falar nomes. Vocês conhecem os secretários de governo da região”, acusou.

 

Na terça-feira (8), ele já havia convocado uma entrevista coletiva na prefeitura onde levantou, pela primeira vez, a tese de perseguição política cujo objetivo seria “desestabilizar a administração da maior cidade governada pelo PMDB”.

 

Segundo o prefeito, setores do MP têm interesse nas eleições municipais. “Se tem prefeito que não presta, tem muito promotor que não presta”, salientou.

 

Por fim, Tadeu Leite disse que a PF deveria se preocupar em prender traficantes de drogas. De acordo com ele, a PF já identificou os maiores pontos de venda de drogas da cidade mas não realiza operações.