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06/03/2012 - 11:10 - Fonte: Agência Minas

Municípios mineiros se destacam nos grupos avaliados no Índice de Desempenho do SUS

Entre os municípios brasileiros melhor avaliados, 14 são mineiros. Turmalina, no Vale do Jequitinhonha, é um dos destaques.

Foto: Arquivo Municípios mineiros se destacam nos grupos avaliados no Índice de Desempenho do SUS
A Rede de Urgência e Emergência do Norte pretende melhorar a eficiência no atendimento na região

Municípios mineiros se destacaram em todos os seis grupos avaliados pelo Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS), divulgado na semana passada pelo Ministério da Saúde. Entre os municípios brasileiros melhor avaliados, 14 são mineiros.

 

Chama a atenção o fato de seis dos 14 municípios mineiros melhor avaliados estarem localizados no Norte do Estado e no Vale do Jequitinhonha – regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado.

 

Divulgado pelo Ministério da Saúde na semana passada, o IDSUS 2012 mede a qualidade e as condições de acesso aos serviços prestados pelo SUS. O indicador é formado por grupos homogêneos de municípios e a análise leva em consideração três índices: o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDSE), o Índice de Condições de Saúde (ICS) e o Índice de Estrutura do Sistema de Saúde do Município (IESSM).

 

Os grupos 1 e 2 são formados por municípios que apresentam melhor infraestrutura e condições de atendimento à população. Nesses grupos, se destacaram Belo Horizonte, Muriaé e Montes Claros.

 

Já os grupos 3 e 4 são compostos por municípios com pouca estrutura de média e alta complexidade. Nele, as cidades mineiras mais bem avaliadas foram Piumhi, Turmalina, Serro, Capelinha e Taiobeiras.

 

Os grupos 5 e 6, por sua vez, referem-se a municípios que têm estrutura para atendimentos especializados. Neles, os destaques mineiros foram os municípios de São João Batista do Glória, Presidente Kubitschek, Carmésia, Alvorada de Minas, Guaraciama e Simão Pereira. 

 

De acordo com o subsecretário de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho, o bom desempenho desses municípios deve-se à política de redução das desigualdades regionais empreendida nos últimos anos pelo Governo de Minas. No caso específico da saúde, essa política se expressa, sobretudo, com o processo de interiorização dos serviços estaduais de saúde.

 

“A implantação de diversas redes de atenção à saúde implantadas nas micro e macrorregiões garantem que os serviços cheguem até a população de forma mais eficiente e universal”, afirma Maurício Botelho.

 

Ações pioneiras no Norte do Estado

 

Dos 14 municípios mineiros melhor avaliados, três estão localizados no Norte do Estado: Montes Claros, Taiobeiras e Guaraciama. Na região, as ações de saúde desenvolvidas adequam a oferta e a qualidade de cuidados secundários e terciários, observada a distribuição territorial das redes de atenção à saúde em Minas Gerais.

 

Em novembro de 2008 foi implantado no Norte de Minas a Rede de Urgência e Emergência, que começou a atuar de forma organizada, na qual os municípios trabalham integrados, sob um só comando, com indicadores e linguagem única, de modo que toda a estrutura gire em torno da necessidade do usuário.

 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Norte de Minas foi o primeiro do país a funcionar de forma regionalizada e seu papel é fundamental na Rede, pois é o elemento ordenador dos atendimentos de urgência e emergência na macrorregião.

 

Outro destaque desta rede foi a implantação da classificação de risco nas unidades de saúde, com a utilização do Protocolo de Manchester. A Rede de Urgência e Emergência tem registrado uma redução significativa dos óbitos e/ou sequelas em pacientes graves, devido à agilidade e melhoria do acesso ao atendimento.

 

Segundo o subsecretário Maurício Botelho, a macrorregião Norte é modelo para as demais com ações bem-sucedidas, em razão da fidelidade na implantação das políticas públicas.

 

“O Norte de Minas se arrisca nos projetos, desde a regionalização do Samu, a organização da Rede de Urgência e Emergência, projeto que, aliás, se iniciou nesta região e se tornou modelo para todo país e até para outros países, e seguramente manterá esta sinergia com o governo federal”, afirma Botelho. “Além disso, todos os indicadores têm avanços expressivos e mesmo sendo uma região de vulnerabilidade social, encontramos terreno fértil para aplicação das políticas públicas com resultados impactantes”.

 

A macrorregião do Norte de Minas abrange um total de 19 hospitais participantes do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp), que possibilita ainda à população um atendimento hospitalar de qualidade e com resolutividade.

 

Além disso, a região possui cinco Centro Viva Vida de Referência Secundária (CVVRS), localizados nos municípios de Brasília de Minas, Pirapora, Janaúba, Januária e Taiobeiras. Dispõe também de um Centro Mais Vida (CMV) localizado em Montes Claros, que tem beneficiado a população idosa dessa macrorregião. Há ainda dois Centros Hiperdia localizados em Janaúba e Brasília de Minas, que visam a atenção às doenças cardiovasculares e diabetes.

 

Já o Programa Saúde em Casa está presente nos 86 municípios dessa macrorregião e contribui de forma decisiva para fortalecer e propiciar melhoria na qualidade da Atenção Primária à Saúde.

 

Os últimos meses o Governo de Minas inaugurou também unidades do Programa Farmácia de Mina na região, que possibilita o acesso facilitado dos pacientes a diversos tipos de medicamentos.

 

Jequitinhonha também é destaque

 

A macrorregião de saúde do Vale do Jequitinhonha, composta por 23 municípios, com população de 290.172 habitantes, também se destacou no índice de desempenho do SUS. Turmalina, município de 18 mil habitantes localizados no Alto Jequitinhonha, por exemplo, ficou em primeiro lugar no Grupo 4, que congrega municípios com pouca estrutura de serviços de saúde de média e alta complexidade. O município alcançou um índice de desempenho de 7,4, numa escala de zero a dez – superior à média de Minas (5,87) e do Brasil (5,47).

 

As outras cidades do Jequitinhonha que se destacaram foram  Capelinha e Presidente Kubitschek.

 

Com relação à assistência a saúde, a macrorregião do Jequitinhonha possui atualmente 11 hospitais, distribuídos em duas microrregiões. Ao todo, eles dispõem de 543 leitos destinados aos usuários do SUS. Destes hospitais, seis foram contemplados com investimentos do Pro-Hosp, três dos quais localizados na microrregião de Minas Novas-Turmalina-Capelinha. Os outros ficam na microrregião Diamantina.

 

Nos últimos anos, os hospitais das cidades-sede das mircroregiões se fortaleceram. Foram implantados, dentre outros serviços, dez leitos de UTI adulto e o credenciamento de serviços de neurocirurgia e tomografia. Do total de 261 estabelecimentos de saúde da macrorregião, 213 são Unidades de Básicas de Saúde (UBS).

 

“No Jequitinhonha, podemos observar o acerto da regionalização. Estamos garantindo atendimento de média complexidade, fazendo com que o cidadão não se desloque para os grandes centros”, explica o subsecretário de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho,

 

Todos os municípios da macrorregião do Jequitinonha fizeram adesão ao Programa Saúde em Casa e possuem 86 equipes de Saúde da Família em funcionamento, 52 equipes de saúde bucal na modalidade I e 12 equipes de saúde bucal na modalidade II.

 

O programa Farmácia de Minas está presente em cinco municípios dessa macrorregião e outros cinco estão habilitados aguardando a disponibilidade orçamentária.

 

Critérios de avaliação do IDSUS

 

Com pontuação que varia de zero a 10, o IDSUS 2012 avalia informações de acesso, que mostram como está a oferta de ações e serviços de saúde, e de efetividade, que medem o desempenho do sistema, ou seja, o grau com que os serviços e ações de saúde estão atingindo os resultados esperados. São cruzados dados de 24 indicadores, sendo 14 que avaliam o acesso e outros 10 para medir a efetividade dos serviços.

 

No quesito acesso, é avaliada a capacidade do sistema de saúde em garantir o cuidado necessário à população em tempo oportuno e com recursos adequados, como exemplos a cobertura estimada de equipes de saúde e a realização de exames preventivos de cânceres de mama, em mulheres entre 50 e 69 anos, e de colo do útero, na faixa de 25 a 59 anos, bem como internação para tratamentos clínicos e para cirurgias de média e alta complexidade.

 

Já na avaliação de efetividade, ou seja, se o serviço foi prestado adequadamente, encontram-se itens como a cura de casos novos de tuberculose e hanseníase, a proporção de partos normais, o número de óbitos em menores de 15 anos que foram internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e o número de óbitos durante internações por infarto agudo do miocárdio.