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Notícias » Economia

17/02/2012 - 11:31 - Fonte: Governo de Minas Gerais

Grupo mineiro trabalha a inovação do design em peças de cerâmica

Trabalho experimental busca agregar valor histórico-cultural da região de Diamantina nas peças

Foto: Arquivo Grupo mineiro trabalha a inovação do design em peças de cerâmica
Processo artesanal de produção da cerâmica

Diamantina, antigo Arraial do Tijuco, no Vale do Jequitinhonha, é a terra dos desbravadores de diamantes, da seresta e da Vesperata, apreciada por personagens curiosos e filhos ilustres – como Juscelino Kubitschek e a escrava que virou rainha, Chica da Silva –, e que se tornou um destino cultural e turístico obrigatório em todo o país. Resgatar essa forte cultura, retratá-la e transformá-la em arte através das mãos, com inovadoras possibilidades, foi o principal desafio de um grupo de artesãos que trabalha com cerâmica na região.

 

Essa é a proposta do projeto “Terra Queimada”, desenvolvido pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), que deseja incrementar a cultura ceramista local na busca da sustentabilidade, utilizando da inserção dos valores que constituem a identidade histórica, cultural e ambiental da região.

 

Criado em 2008, o projeto é integrado ao Polo de Inovação da Sectes, em parceria com o Laboratório de Turismo e Artesanato do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) de Diamantina, para estimular a produção associada ao turismo, visando à criação de um artesanato original que fortalecesse a cultura ceramista no município. Como resultado expressivo no ano de 2009, o Laboratório de Turismo e Artesanato do CVT conseguiu identificar e montar um grupo de artesãos com aptidão para a cerâmica e, assim, iniciar a parte mais aplicada do projeto. Até hoje, o Polo de Diamantina liberou R$ 27 mil para o projeto.

 

Na primeira etapa do processo foi realizada a seleção e depois a qualificação dos oito ceramistas do grupo de produção, a fim de aprimorar o desenvolvimento das peças. O objetivo específico da etapa inicial é fazer com que os ceramistas sejam multiplicadores desta cadeia produtiva na região de Diamantina para que, em um futuro próximo, essa atividade possa ser inserida no mercado turístico local, gerando trabalho e renda.

 

Veja fotos do projeto aqui.

 

Público alvo

 

O aperfeiçoamento do design e da identidade visual realçou, de forma incisiva, o elo entre a produção e o turismo. Um dos resultados finais desse trabalho relaciona-se à definição do grupo de produção a partir do entendimento real das expectativas do público alvo para a aquisição das peças: os clientes.

 

Assim, foram delineados os perfis principais dos turistas que visitam a cidade, para os quais a identidade histórica e cultural de Diamantina se torna um dos principais atrativos para a aquisição do produto.

 

Outra avaliação refere-se à matéria prima utilizada na fabricação das peças – a argila – e em como as peças devem ser pensadas de forma funcional para o uso diário, sendo mais do que decorativas.

 

Como fruto do trabalho experimental, o grupo criou várias ferramentas de trabalho, tais como o forno a gás, reaproveitando a estrutura de uma geladeira; o torno com componentes de um tanquinho; dentre outros, cumprindo a ação inicial proposta pelo Polo de Inovação, ao propiciar a autonomia do artesão para ser capaz de transformar a sua história em arte, qualificar e agregar valores à produção artesanal, como estratégia e oportunidade de mercado.

 

Contudo, a cerâmica a ser desenvolvida terá identidade própria, se diferindo de outras regiões. O produto final irá ostentar no seu design a marca ou o registro cultural de Diamantina, por meio dos elementos que nelas estarão inseridos.