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08/07/2012 - 09:22 - Fonte: Gazeta de Araçuaí

Empresários decidem pela construçao de mineroduto para transportar minério de ferro do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas

Para viabilizar o uso da água no processo produtivo e no mineroduto, a empresa Sul Americana Metais vai construir uma barragem no Rio Vacaria (Região de Salinas), um investimento de R$ 80 milhões.

Foto: divulgação Empresários decidem pela construçao de mineroduto para transportar minério de ferro do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas
O mineroduto terá a extensão de 490 km ligando Grão Mogol até o Porto Sul em Ilhéus, na Bahia
O projeto faz parte do investimento de cerca de R$ 3,6 bilhões, que inclui a produção de 25 milhões de toneladas de ferro.
 
Será construído um mineroduto com extensão de 490 quilômetros para levar o minério de ferro de Grão Mogol, Região Norte de Minas, até o Porto Sul, em Ilhéus (BA).
 
O mineroduto será implantado pela Sul Americana Metais (SAM), subsidiaria da Votarantim Novos Negócios (VNN), uma das empresas que investem na exploração mineradora na região.
 
Para viabilizar o uso da água no processo produtivo e no mineroduto, a empresa vai construir uma barragem no Rio Vacaria (Região de Salinas), um investimento de R$ 80 milhões.
 
A SAM vai implantar o Projeto Vale do Rio Pardo, que prevê a produção de 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano no município mineiro.
 
O investimento é de cerca de R$ 3,6 bilhões, com possibilidade de um acréscimo de R$ 600 milhões, de acordo com o governo de Minas. 
 

 
Nesta semana, executivos da SAM se reuniram com os secretários de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, e de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, a fim de discutir a formalização de um protocolo de intenções entre o governo e a empresa do Grupo Votorantim.
 
A assinatura do documento deve ser feita  na quinta-feira (12/7).
 
 
Lideranças regionais ainda defendem ferrovia para transporte do minério
 

Desde as primeiras notícias sobre os investimentos na exploração das reservas de minério de ferro no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, começou uma discussão em torno do transporte do produto – se ele seria feito por ferrovia ou mineroduto.
 
O próprio governo do estado chegou a anunciar a elaboração de um projeto da construção de um ramal ferroviário, ligando Grão Mogol e Salinas até um ponto mais próximo da Ferrovia Centro Atlântica, possivelmente no município de Monte Azul.
 
Também surgiram especulações em torno da construção do mineroduto, para que a exportação pelo porto que está sendo construído em Ilhéus na Bahia
 
A preocupação era de como conseguir água para o escoamento pelo mineroduto, tendo em vista que os municípios da região enfrentam a carência hídrica e a seca. Um problema que a SAM promete resolver com a construção da barragem no Rio Vacaria, que também servirá para atender os pequenos agricultores da região. “Além do empreendimento, serão atendidos 500 propriedades rurais com área até 2 hectares de irrigação”, afirma Dorothea Werneck, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico.
 
O prefeito de Salinas, José Antônio Prates (PTB), considera que a construção do mineroduto é uma boa alternativa para viabilizar a saída do minério de ferro da região. “O meu sonho mesmo era a construção de uma ferrovia, para que pudesse ser usado também o transporte de cargas e de passageiros. Mas não tenho nenhuma objeção ao mineroduto”, assegura.“Existe a preocupação em relação a questão da água. No entanto, se a empresa se propõe a construir a barragem, ela mesma vai garantir o fornecimento de água e estará dando uma contribuição para a região”, diz o prefeito de Salinas.
 
Ele defende que a mineradora também venha indenizar os proprietários das áreas por onde passar o mineroduto. “A empresa tem obrigação com o desenvolvimento sustentável e social da região”, acrescenta Prates, que entende que os prefeitos da região também devem ser convidados para a assinatura do protocolo de intenções com a SAM, visando à implantação do empreendimento.