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16/03/2017 - 10:30 - Fonte: Gazeta de Araçuai

Reforma do antigo prédio da prefeitura de Araçuai está paralisada há 8 meses

Empresa responsável pela obra, aguarda prefeitura enviar o projeto da nova rede elétrica, para retomar os trabalhos paralisados desde agosto do ano passado.

Foto: arquivo Reforma do antigo prédio da prefeitura de Araçuai está paralisada há 8 meses
Prédio está fechado há 8 anos.

 

A  demora na conclusão e aprovação de um projeto para  uma nova rede elétrica, paralisa desde agosto passado, as obras de reforma do antigo prédio da prefeitura municipal de Araçuai, no centro histórico da cidade. “ Estou aguardando a prefeitura enviar o projeto para retomar os trabalhos”, informou o engenheiro Giuseppe Onnis,  da empresa EPP, responsável pela reforma.

 

O Departamento Municipal de Engenharia, informou que  o projeto elétrico que existia, teve de ser reformulado e enviado para a aprovação da  Sedese- Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social- responsável pelo repasse financeiro.

 

“ O projeto foi aprovado na semana passada. Vamos comunicar a EPP para a retomada dos trabalhos”, afirmou a arquiteta responsável pelo departamento.

 

A prefeitura informou ainda que a demora no processo, foi  provocada pelos detalhes, principalmente com relação às interferências que deverão ser feitas no forro, que está bastante danificado. " Por se tratar de um prédio histórico, tivemos que alterar a forma de executar o antigo projeto", destacou a arquiteta da prefeitura,  que acompanha as obras. Ela pediu para não ser identificada.

 

A obra foi iniciada em meados do ano passado.

 

 

O diretor da EPP,  disse que já  foram repassados cerca de R$ 65 mil, referentes à troca do telhado, reboco de paredes e de barrados externos e instalação de uma plataforma elevatória, uma espécie de pequeno elevador. " Esta etapa já foi concluída", informou Giuseppe Onnis.

 

O convênio, no valor de R$ 204 mil reais, foi assinado em  junho de 2014, entre a prefeitura e o governo do Estado. A  previsão de conclusão da obra é de 180 dias.

 

Os recursos são provenientes do Fundo Estadual de Direitos Difusos. No entanto, na placa da obra, afixada em frente ao prédio, consta o valor de R$ 177.427,00. “ A diferença,  vamos utilizar nas pinturas do forro, das portas e janelas”, diz  o Departamento de Engenharia da Prefeitura.

 

 

Localizado no centro da cidade, o prédio está fechado há 8 anos.

 

No final de 2009, o então prefeito, Aécio Jardim (PDT), retirou toda a estrutura administrativa que funcionava no prédio, incluindo o gabiente do prefeito, alegando que o local oferecia riscos, devido a infiltrações, goteiras que danificavam equipamentos e fiação elétrica muita antiga. A construção é de meados de 1910.

 

Desde então, a sede da administração passou a funcionar em prédios alugados.

 

Verbas

 

 

Novela sobre a reforma do prédio começou no final de 2012.

 

Uma placa  afixada em frente ao prédio, meses antes das eleições de 2012,  informava  que a obra de reforma,  orçada em R$ 200 mil, seria finalizada dentro de 120 dias.

 

A obra não prosperou porque a empresa Marques e Aguilar, de Coronel Murta, que havia ganhado a licitação, alegou que os recursos não seriam suficientes.  

 

A empresa argumentou que  o preço da obra estava  defasado e deveria ser feito uma outra planilha de custo, porque existia a exigência do Ministério Público para instalação de um elevador .

 

A atual administração argumenta que os recursos não foram liberador devido a  problemas burocráticos com a documentação.

 

Foi feita uma nova licitação, vencida pela EPP. As obras foram iniciadas ano passado e paralisadas em agosto do mesmo ano.

 

"Assim que autorizarem o reinicio, acredito que em 3 ou 4 meses, finalizaremos nosso trabalho", destaca o diretor da EPP.

 

Administração não atende recomendação do Ministério Público

 

 

Edificação faz parte da memória cultural da cidade. Em 1928 foi atingido pelas enchentes daquele ano.

 

Em setembro de 2010 a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural elaborou um laudo técnico sobre a edificação,  atendendo à solicitação do então promotor de Justiça da Comarca, Randal Bianchini. 

 

Assinado pela arquiteta Andrea Lanna Mendes Novais, analista do Ministério Público, o laudo atesta que o prédio constitui importante referencial para a preservação da memória da cidade, com significados histórico e arquitetônico dignos de proteção.

 

 

De acordo com o laudo, toda a fiação elétrica do prédio deve ser removida, bem como recuperação das esquadrias e ferragens, fazer nova pintura e retirar as árvores que existem em uma das laterais, que está colocando em risco toda a estrutura do prédio. 

 

Também deverá haver revisão completa dos sistemas hidráulicos e de esgoto. A água e a umidade  é a principal causa da queda dos rebocos das paredes externas e internas. 

 

O laudo sugere também, manutenção periódica da edificação, através de conservação preventiva, que são intervenções de menor complexidade e baixo custo e que possibilitam prevenir danos maiores.

 

A prefeitura informou que irá atender a exigência do Ministério Público de fazer o corte das árvores,

 

Gastos com aluguel

 

Desde que o prédio foi fechado pelo então prefeito Aécio Jardim,(2008-2012) sob alegação de que  não oferecia segurança, o município vem pagando aluguel de cerca de R$ 8 mil ,para funcionamento da estrutura administrativa do gabinete, hoje instalado na rua Dom Serafim.

 

 

O antigo prédio  da prefeitura é tombado através da Lei Orgânica Municipal número 17/2002. 

Entretanto, o Dossiê de Tombamento não foi encaminhado ao IEPHA-Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artistico de Minas Gerais-  para que o município possa ter direito à pontuação do ICMS Cultural.

 

 

 

Sérgio Vasconcelos

Repórter