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12/04/2017 - 18:47 - Fonte: G-1

Pimentel recebeu R$ 13,5 milhões para defender interesses da Odebrecht

O petista, atualmente governador de Minas Gerais, teria recebido o valor quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; assessoria do governador nega que tenha recebido qualquer valor da empreiteira.

Foto: arquivo Pimentel recebeu R$ 13,5 milhões para defender interesses da Odebrecht
Governador de Minas já é investigado em outras denúncias de corrupção

 

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), recebeu R$ 13,5 milhões da empreiteira Odebrecht para atuar em favor da empresa no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior quando era chefe da pasta, segundo delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pimentel foi ministro entre os anos de 2011 e 2014.

De acordo com seis delatores, dentre eles o empresário Marcelo Odebrecht, foi feito um repasse de R$ 13,5 milhões ao petista em troca de garantias de que os interesses da empresa fossem atendidos no ministério.

 

 

Segundo as delações, o repasse foi feito por meio de um sistema de controle do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, departamento que cuidava de propinas, e que ficava na Suíça.

 

 

Por meio de nota, a assessoria de Pimentel disse que o governador "jamais recebeu qualquer benefício ou valor ilícito da Odebrecht, nem direta e nem indiretamente, por terceiros". A nota ainda ressalta que o governador jamais esteve envolvido em qualquer ato ilícito e sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos a respeito de qualquer documentos que baseiem "supostas acusações".

 

 

Na mesma petição do ministro do STF Edson Fachin, os delatores disseram que fizeram pagamentos de R$ 45 mil a Flávio Dolabella, que era integrante do Comitê de Financiamento e Garantia de Exportações (Cofig), órgão colegiado da Câmara de Comercio Exterior, para que a empresa tivesse acesso a atas sigilosas do Cofig.

 

Por escopo, o comitê é presidido pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

 

 

Em outra petição do ministro Fachin, Pimentel é suspeito de ter atuado em favor da Odebrecht para obstruir investigações em um processo da Operação Lava Jato. Nesta petição, os delatores Marcelo Odebrecht e João Carlos Mariz Nogueira contam que a empresa tentou eliminar provas fazendo uma varredura em equipamentos eletrônicos.

 

 

 

Nota do governador Fernando Pimentel, na íntegra:

 

 

"O governador reafirma jamais ter participado de qualquer ato ilícito, colocando-se, como sempre o fez, à disposição para todo e qualquer esclarecimento, sempre que apresentados os documentos nos quais se fundam as supostas acusações.

 

 

Vale ressaltar que a governança e autonomia do BNDES, instituição comandada por uma diretoria composta por um presidente, um vice-presidente e 6 diretores, impede que os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio imponham sua vontade sobre o banco.

 

 

O então Ministro e hoje Governador também reafirma que jamais recebeu qualquer benefício ou valor ilícito da Odebrecht, nem direta e nem indiretamente, por terceiros.

Assessoria de Imprensa do Governador Fernando Pimentel"

 

 

Além de Pimentel, outros 12 governadores, 24 senadores, 37 deputados, oito ministros e cinco ex-presidentes aparecem entrem os citados pelos executivos da Odebrecht na maior delação da história do pais.

 

 

 

Confira a lista com todos os nomes.