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07/05/2018 - 12:04 - Fonte: O Tempo

Exonerações na Assembleia de Minas atingem parentes de petistas graúdos

Entre os demitidos que foram identificados estão as mulheres do ex-deputado e ex-secretário de Estado de Direitos Humanos Nilmário Miranda, Stael Luiza Rocha de Santana; a do presidente da Empresa de Processamento de Dados de Minas Gerais (Prodemge), Paulo Moura, Carina Paiva Moura; e a do secretário geral da Governadoria, Eduardo Serrano, Juliana Morandi.

Foto: arquivo Exonerações na Assembleia de Minas atingem parentes de petistas graúdos
Ao todo, foram 46 exonerações no gabinete da liderança do governo.

A exoneração em massa ordenada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Adalclever Lopes (MDB), no último sábado, no gabinete da liderança do governo na Casa, tocou na ferida de membros do PT. Entre os nomes dos funcionários havia uma série de familiares e pessoas próximas de petistas do governo.

 

Esposa do ex-deputado e ex-secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, estava na folha de pagamento da Assembléia.

 

Entre os demitidos que foram identificados  estão as mulheres do ex-deputado e ex-secretário de Estado de Direitos Humanos Nilmário Miranda, Stael Luiza Rocha de Santana; a do presidente da Empresa de Processamento de Dados de Minas Gerais (Prodemge), Paulo Moura, Carina Paiva Moura; e a do secretário geral da Governadoria, Eduardo Serrano, Juliana Morandi.

 

 

Também estava lotada no gabinete a esposa do desembargador Octavio Augusto De Nigris Boccalini, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Helen de Fatima Prado Lanfredi De Nigris Boccalini. Há, ainda, filiados e ex-políticos do PT.

 

 

Ao todo, foram 46 exonerações no gabinete da liderança do governo. No sábado, as primeiras reações dos petistas foram de surpresa. “Foi um recado claro e chamamento para guerra, já que o PT não quis recuar nas negociações. O MDB mostrou a essência de golpista”, atacou um parlamentar do PT.

 

 

Emedebistas que ainda estão lotados em cargos do governo de Minas temem por uma demissão ainda no início desta semana. Com o indicativo agora de que o impeachment irá avançar, Pimentel e líderes do governo passaram a manhã de sábado fazendo ligações a deputados e tentando minimizar o caso, e, claro, reforçando o pedido de apoio.

 

 

O MDB tem 13 deputados na ALMG, e a relação do governo com outros parlamentares da base não está nada boa, já que emendas estão atrasadas e eles têm sido diariamente cobrados por prefeitos e servidores por conta de ações do governo.

 

 

A conversa entre petistas é de que os deputados emedebistas que defendiam a manutenção da aliança com o governador Fernando Pimentel (PT) “dormiram no ponto” e, com isso, levaram rasteira do presidente do MDB no Estado e vice-governador, Antônio Andrade. Por isso, o PT já tinha dado as conversas com o MDB praticamente como encerradas.

 

 

Conforme a apuração, Andrade somente teria registrado as comissões provisórias do Estado dele. Esse ato reflete diretamente nas convenções do MDB. “Eles (da ala petista) dormiram no ponto e estão desesperados. Eles não registraram as comissões deles e, assim, os que vão votar nas convenções são delegados do Toninho, que vão fazer o que ele mandar, e vai ser se unir ao PSDB”, disse um interlocutor.

 

 

No dia 1° de maio, MDB realizou prévias e definiu que vai ter candidato próprio ao governo de Minas neste ano. A tese era defendida ferrenhamente por Andrade, que está rompido com Pimentel desde 2016. O vice-governador lançou sua pré-candidatura ao Estado, mas nos bastidores é dito que, no fim, ele deve compor com o PSDB, que tem como nome para corrida ao Palácio da Liberdade o senador Antonio Anastasia, ou com o DEM, que tem como pré-candidato o deputado federal Rodrigo Pacheco. Esse último é mais próximo de Andrade