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16/11/2018 - 11:53 - Fonte: EM

Zema contesta economia de 5 milhões com fechamento de sede do governo de MG

Depois de vistoria no prédio, que está fechado desde abril, equipe do governador eleito, informou que manutenção continua sendo feita, com redução apenas na conta de luz

Foto: divulgação Zema contesta economia de 5 milhões com fechamento de sede do governo de MG
No Palácio Tiradentes, foram verificados vazamentos e infiltrações no último andar

A suposta economia de R$ 5 milhões mensais com a desativação do Palácio Tiradentes – um dos prédios do complexo da Cidade Administrativa – foi rebatida nesta sexta-feira pela equipe de transição do governo Romeu Zema (Novo). Integrantes do grupo fizeram um vistoria no local durante esta manhã para verificar a possibilidade de reinstalar o gabinete do governador a partir de janeiro.

Para o vereador Mateus Simões (Novo), coordenador da equipe de transição, a mudança para o Palácio da Liberdade resultou em mais gastos para os cofres públicos. 


“Foi publicado na imprensa que essa transferência se deu para economizar R$ 5 milhões por ano e definitivamente não é verdade. O palácio continua mantido. O que temos de economia aqui é a conta de energia, porque as luzes estão apagadas”, afirmou. 



“Temos um problema logístico sério. O governador está a 30 quilômetros dos secretários, um delocamento contínuo de helicóptero para cerimônias que acontecem aqui (Cidade Administrativa) e isso representa custo. Temos um outro palácio sendo mantido hoje, que é o da Liberdade, para despachos, enquanto esse palácio aqui tem toda a estrutura dele de manutenção sendo custeada”, continou o parlamentar.



Durante a campanha para o governo, Zema disse que despacharia no Palácio Tiradentes e avisou que não vai morar no Palácio Mangabeiras, que consome R$ 30 milhoes anuais dos cofres públicos. O governador eleito afirmou que vai alugar ou comprar imóvel próximo à Cidade Administrativa, localizada no bairro Serra Verde, região Norte de Belo Horizonte. 

 

Pimentel desativou o Palácio Tiradentes, localizado na Cidade Administrativa, sede do governo de MG

 

O Palácio Tiradentes foi desativado no governo Fernando Pimentel (PT) com a alegação que a medida iria reduzir em pelo menos 40% os gastos com insumos diversos, manutenção rotineira e consumo de água e energia elétrica. 



O prédio abrigava o gabinete do governador e militar – que foram transferidos para a antiga sede na Praça da Liberdade – e a vice-governadoria (transferida para a sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, o BDMG). 



A mudança envolveu ainda cerca de 150 servidores das secretarias de estado de Governo (Segov), da Casa Civil e de Relações Institucionais e da Secretaria Geral de Governo, que foram transferidos para os outros prédios do complexo, o Minas e o Gerais. 



O Tiradentes também abrigava os setores de cerimonial e assessoria de imprensa do governador, transferidos para o Palácio da Liberdade. 

 

Zema afirmou que vai desativar o Palácio da Liberdade e despachar na Cidade Administrativa.

 

 

Pouco esforço

 

Mateus Simões informou ainda que a equipe vai requerer da atual administração que prepare o Palácio Tiradentes para que o empresário já inicie os despachos no local em 2 de janeiro – dia seguinte à posse no governo de Minas Gerais. Durante a visita, o grupo encontrou poucos problemas, como infiltrações e vazamentos no último andar e sujeira.



“Parece que com pouco esforço é possível que em janeiro o governador já esteja despachando daqui para que a gente possa desativar definitivamente o Palácio da Liberdade, junto com o das Mangabeiras”, afirmou Mateus Simões.