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Notícias » Política

20/11/2018 - 15:27 - Fonte: G-1

Prefeitos do Jequitinhonha e Mucuri acampam na portaria da Assembleia de Minas

Os manifestantes alegam que alguns municípios estão sem pagar os salários de servidores já cerca de três meses. Essas cidades também não têm previsão do pagamento do 13º deste ano.

Foto: divulgação Prefeitos do Jequitinhonha e Mucuri acampam na portaria da Assembleia de Minas
Protesto ocorreu em frente à Assembléia Legislativa de Minas

Prefeitos dos vales do Mucuri e Jequitinhonha montaram acampamento, no final da manhã desta terça-feira (20), em frente à portaria principal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Eles protestam contra o atraso no repasse de verbas do Estado para os municípios.

 

 

Os prefeitos montaram barracas e prometem ficar acampados na porta do Poder Legislativo até que o governo estadual dê algum retorno sobre a falta de recursos.

 

Os manifestantes alegam que alguns municípios estão sem pagar os salários de servidores já cerca de três meses. Essas cidades também não têm previsão do pagamento do 13º deste ano.

 

A Secretaria de Estado da Fazenda foi procurada, mas não tinha respondido até a publicação desta reportagem.

 

Associação Mineira de Municípios (AMM) pediu intervenção federal no estado por falta de repasses de recursos. O presidente da entidade, Julvan Lacerda (MDB), prefeito de Moema, entregou o requerimento ao presidente Michel Temer (MDB) nesta segunda-feira (19), no “Encontro dos municípios com o presidente da República”, em Brasília.

 

Segundo o presidente da AMM, foram esgotados todos os esforços e tentativas de diálogo com o governo de Minas Gerais para a solução do confisco dos repasses aos municípios, além de ações nos órgãos judiciais e fiscalizadores, sem nenhuma resposta efetiva.

 

 

Prefeitos dizem que acampamento é por tempo indeterminado.

 

É política

 

A dívida do governo do estado com as prefeituras é de R$ 10 bilhões, segundo a associação que representa os municípios. São recursos que o governo arrecada com o IPVA e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e são repassados para o investimento em programas de educação e saúde nas cidades. Sem esse dinheiro, muitas prefeituras alegam dificuldade financeira.

 

O advogado-geral de Minas Gerais, Onofre Batista, disse que a dívida do estado com os municípios se dá por um problema de deficiência de caixa e que vê o requerimento da AMM como um “gesto político”.