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15/12/2018 - 18:49 - Fonte: EM

Caixa Federal pode cortar patrocínio para times de futebol

Em Minas Gerais os favorecidos são América, Atlético e Cruzeiro

Foto: arquivo Caixa Federal pode cortar patrocínio para times de futebol
Com as verbas de publicidade desaparecendo pelo ralo, por essa ameaça ninguém esperava

No Brasil essa resenha é antiga. Os clubes e entidades esportivas estão sempre com o pires na mão pedindo verba de patrocínio.

 

De tempos em tempos aparece um banco ou uma empresa benevolente com apetite para socorrer um monte deles. Na década de 80 era comum ver quase todos os times da "Série A" do Campeonato Brasileiro estampando a marca da Coca Cola no peito.

 

No início da década atual o BMG foi o parceiro dadivoso para muitos. Atualmente a Caixa Econômica Federal é a salvadora. Mas esse milagre pode estar com os dias milimetricamente contados se o presidente eleito Jair Bolsonaro levar adiante a promessa que fez essa semana no Twitter. 

 

 

É só você entrar no site oficial da Caixa Econômica Federal para ter uma ideia do quanto a instituição financeira estatal deve gastar só com esporte. A relação de clubes das duas principais divisões do futebol brasileiro tem 24 beneficiados. 

 

Em Minas Gerais os favorecidos são América, Atlético e Cruzeiro. Flamengo e Botafogo no Rio de Janeiro. Bahia, Fortaleza, Vitória, CRB, CSA, Ceará e Sampaio Corrêa são os clubes do nordeste. O Paraná é o estado com mais times patrocinados, quatro no total: Atlético, Coritiba, Londrina e Paraná. Em Santa Catarina tem mais dois: Criciúma e Avaí. São Paulo foi atendido com verbas para Ponte Preta e Santos. Os três clubes da capital goiana também recebem para usar a marca da Caixa: Atlético, Goiás e Vila Nova. No norte apenas o Paysandu foi agraciado com recursos de patrocínio. 

 

Tem ainda aporte financeiro para bancar em parte campeonatos organizados pelas federações Capixaba, Sergipana, Sul Mato-Grossense, Paraibana, Piauiense, Potiguar e Rondoniense. 

 

O jornalista Rodrigo Capelo, especializado em negócios no esporte e economia, acompanha de perto o dinheiro que rola na bola. De acordo com dados levantados por Capelo junto a Caixa, de dezembro de 2012, quando o banco começou a patrocinar o Corinthians até hoje, foram distribuídos 815 milhões e 600 mil reais para clubes e entidades ligadas ao futebol: "Não tem nenhum outro patrocinador que patrocinou tanta gente e com tanta vontade nesse mesmo período", afirma Rodrigo. 

 

A conta do investimento da Caixa engrossa ainda mais porque não é só o futebol que se beneficia desse dinheiro "abençoado". Vários projetos sociais voltados ao esporte recebem recursos caridosos do banco estatal através de parceria. 

 

O patrocínio se estende ainda as equipes olímpicas e paralímpicas, ao atletismo e ao basquete.