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13/03/2012 - 16:01 - Fonte: Agência Minas

Aprovação no concurso da Secretaria de Educação significa o início da vida profissional para muitos candidatos

O concurso público da Secretaria de Estado de Educação (SEE) atraiu quase 263 mil candidatos em toda Minas Gerais e para muitos deles a aprovação tem o significado especial

Foto: divulgação Aprovação no concurso da Secretaria de Educação significa o início da vida profissional para muitos candidatos
As provas do concurso da Secretaria de Educação atrairam milhares de candidatos

O concurso público da Secretaria de Estado de Educação (SEE) atraiu quase 263 mil candidatos em toda Minas Gerais e para muitos deles a aprovação tem o significado especial. Além da busca pela estabilidade de um cargo público, da possibilidade de uma carreira e outros benefícios, muitos dos candidatos buscam dar o pontapé inicial na vida profissional.

 

É o caso de Karine Castro Cândida, de apenas 17 anos, que concorre a uma vaga no cargo de Assistente Técnico Educacional. Formada no curso técnico em administração, a jovem se diz apaixonada pela área da educação e considera a aprovação no concurso uma boa oportunidade de carreira. “Não será meu primeiro emprego, mas minha primeira chance de ter uma carreira. É interessante por ser uma área pública e uma ótima coisa no currículo, principalmente para mim, que sou nova. Só deixei de estudar alguma coisinha, mas caiu pouco na prova, então eu acho que fui bem”, adianta Karine, que até o final da manhã desta quarta-feira (14) ainda não tinha conferido o gabarito da prova, mas segue confiante no desempenho.

 

O concurso também abre portas para futuros professores. Tanto que alguns candidatos fizeram a prova mesmo antes de ter em mãos o diploma universitário, com a esperança de, caso aprovados, serem chamados somente após a conclusão do curso. É o caso de Juliana Aparecida Ferreira Nunes. Cursando o último período de Pedagogia, ela já trabalha na secretaria de uma escola estadual, no bairro União, em Belo Horizonte, mas quer mesmo é assumir uma sala de aula.

 

“Eu não quero ficar na secretaria e não quero escola particular, quero pegar aulas mesmo e trabalhar no Estado. Na secretaria, a gente tem contato direto com os alunos, mas sem a oportunidade de transmitir o conteúdo que eu aprendi na faculdade. É uma experiência diferente”, explica Juliana, que concorre a uma vaga para professora dos anos iniciais.

 

Júlia Veríssimo de Aguiar está na mesma situação da concorrente. No 7º período de Pedagogia, ela destaca que a carreira como professora no Estado é interessante por conta da estabilidade, carga horária, entre outros aspectos. Auxiliar de coordenação em uma escola particular, ela já assistiu a palestras do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) oferecidas pela SEE e afirma que a possibilidade de formação continuada na rede estadual também é um dos atrativos. “Já participei de palestras bem interessantes na escola onde trabalho. A possibilidade de formação continuada, principalmente com a criação da Magistra (Escola de Formação Profissional do Professores), me dá tranqüilidade de que vou poder complementar o conteúdo que terei como professora”, explica.

 

Para Júlia, o fato de ainda estar em formação serviu de vantagem na hora da prova. Segundo a estudante e futura professora, o conteúdo que viu na prova era o semelhante àquele trabalhado na faculdade. “Eu senti facilidade porque está tudo fresco. Muita coisa que eu vi nas matérias da faculdade caiu”, explica.

 

Josiane Carvalho, estudante de Pedagogia, mas do 5º período, também considerou a prova fácil. “A questão específica estava bem tranqüila, além disso, eu gosto muito de Português. Muitas das questões que caíram na prova já foram abordadas na minha sala, na faculdade”, explica a estudante.

 

Experiência como trunfo

Enquanto os novatos na educação apostam no conhecimento recém-adquirido nos bancos das faculdades, há educadores que têm como trunfo a experiência. Entre os professores que atuam na rede como designados, em substituição ao quadro de efetivos que estão em afastamentos legais, vários fizeram a prova. Lucinete Vitor de Azevedo pertence ao grupo. Atualmente, ela trabalha como professora de História da Escola Estadual José Mendes Júnior, no bairro Serra, em Belo Horizonte. Na condição de designada, ela atua há quatro anos, e vê no concurso a tão sonhada estabilidade.

 

“É a primeira vez que participo de um concurso de Educação do Estado. Fiz o concurso para uma das vagas ofertadas para professor de História e quero ser aprovada, pois isso me traria uma segurança profissional, uma estabilidade”, explica a professora, que nos três anos anteriores trabalhou em uma escola da rede estadual no município de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha.

 

Experiência semelhante tem Lucilene Cristina Duarte. A moradora de Caeté é formada em Língua Inglesa e também tenta vaga no concurso. “Todo ano é a mesma coisa. No final do ano tem o processo de inscrição para ser designado no ano seguinte. A gente se inscreve, mas não sabe se vai ter a vaga. É uma situação de insegurança e busco sair dela ao participar do concurso”, comenta.

 

Gabaritos

 

Os gabaritos das provas aplicadas no concurso público da Secretaria de Estado de Educação já estão disponíveis para consulta no site da Fundação Carlos Chagas, organizadora do processo. Na terça-feira (13), os gabaritos foram tirados do ar para correções que se fizeram necessárias, mas na manhã desta quarta voltaram ao site. Os candidatos também podem consultar, por meio do ambiente virtual da Fundação, o caderno de provas que utilizaram no concurso.

http://www.concursosfcc.com.br/concursos/spgmg110/index.html