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16/03/2019 - 11:09 - Fonte: O Tempo/Gazeta de Araçuai

Deputado Igor Timo questiona Zema por retirar segurança de escolas e hospitais

Em nota o governo justificou a decisão; alegando a grave crise financeira que Minas enfrenta. Hospitais do estado também serão afetados. Os dois contratos com a TBI Segurança que serão cancelados, geraram empenhos de R$ 60 milhões ano passado

Foto: divulgação Deputado Igor Timo questiona Zema por retirar segurança de escolas e hospitais
Deputado Igor Timo apoiou a candidatura de Romeu Zema desde o primeiro turno das eleições.

 

No momento em que o povo brasileiro  está perplexo e chocado com o massacre ocorrido em uma escola na cidade de Susano, interior paulista,  que deixou um saldo de 10 mortos, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, decide retirar a segurança de 191 escolas  estaduais e 10 superintendências regionais. Ao todo, 651 vigilantes que garantiam a segurança dos alunos, dos professores e da estrutura das unidades de ensino, serão desligados.

 

Da tribuna da Câmara, o deputado federal  por Minas Gerais, Igor Timo ( PODEMOS)  disse que repudia a atitude do governador e afirmou estar muito preocupado com a decisão. Ele lembrou do  massacre em Janaúba  (MG)quando  um vigilante noturno da creche Gente Inocente, no bairro Rio Novo, ateou fogo em si mesmo, em uma professora e em várias crianças, causando várias mortes e mais recentemente, a tragédia em uma escola de Susano, interior paulista.

 

“ Estou muito preocupado com o estado de Minas Gerais, pela postura que o governador tomou na semana passada. Tivemos um incidente em Suzano e na creche de Janaúba, e nosso governador  emitiu comunicado falando  que vai retirar a segurança das escolas do estado de Minas Gerais.  Ao falar das tragédias, o deputado afirmou que "Não podemos permitir que estas coisas continuem acontecendo para tomarmos as nossas iniciativas. Precisamos de agora para frente trabalhar com  planejamentos e com ações  que impeçam que essas histórias devastadoras voltem a fazer parte do nosso futuro. Faço aqui o meu repúdio a postura do governador em manter a decisão de retirar a segurança das escolas. Conheço profundamente a área de segurança, sei da importância da segurança nas barragens, na segurança pública e nas unidades de ensino e tenho muito a acrescentar neste sentido, afirmou o parlamentar que postou nas redes sociais, seu pronunciamento sobre a questão.

 

NOTA DO GOVERNO

 

 

Nota do governo comunicando o cancelamento do contrato com a TBI Segurança.

 

 

O governo do Estado comunicou que o contrato com a empresa de segurança TBI será encerrado e que as escolas ficarão sem vigilância. O governador sugere que os dirigentes escolares procurem a Polícia Militar para tratativas no sentido de que os policiais façam rondas regulares em torno dos estabelecimentos.

 

 

 

Escola Daura de Carvalho em Ouro Preto será uma das afetadas.

Apreensão

 

 

A atitude do governador deixou diretores das escolas apreensivos a exemplo de Rita de Cássia Cerceaux, diretora da escola estadual  Antonio Pereira, no distrito do mesmo nome, em Ouro Preto. “ Estamos em uma área de risco, expostos à violência e ao tráfico de drogas. Depois que os seguranças contratados pelo estado chegaram aqui nunca mais tivemos problemas. Agora não sabemos como será”, desabafou a diretora.

 

Em entrevista concedida a um jornal da capital, a diretora contou que antes da existência da segurança a escola havia sofrido diversos ataques de vandalismo e depredação, como destruição dos banheiros, carteiras e vidraças, além de furto dos computadores e dvds.

 

A diretora afirmou que os diretores da região vão se reunir para fazer um apelo ao governador para que reveja a medida.

 

Os vigilantes das escolas não portam armas, devido à presença de crianças e adolescentes, mas a presença deles inibe ações de violência, afirmam os diretores.

 

Hospitais serão afetados

 

Em reportagem divulgada pelo jornal  O Tempo, a diretoria da TBI Segurança, empresa contratada  por licitação em 2014 para cuidar da segurança das escolas, disse que ficou sabendo da atitude do governo através dos representantes escolares. “ Estamos aguardando a formalização dessa decisão”, disse a advogada Valéria Santos, da assessoria jurídica da empresa.

 

Ainda segundo a reportagem, a empresa cujo contrato deveria prevalecer até 2019, faz a segurança de 15 unidades hospitalares do estado, nos quais são empregados 94 vigilantes.

 

Os dois contratos com a TBI Segurança, geraram empenhos de R$ 60 milhões ano passado, sendo R$ 55 milhões relacionados à Educação. O Estado ainda tem dívidas com a TBI.

 

Em nota o governo justificou a decisão; alegando a grave crise financeira que o  Estado enfrenta.