Seu Internet Explorer está desatualizado

Para uma melhor visualização do site, utilize a mais nova versão ou escolha outro navegador.

Notícias » Polícia

02/04/2019 - 14:18 - Fonte: Polícia Federal

Duas pessoas são presas em operação da PF contra garimpo no Rio Jequitinhonha

De acordo com a Polícia Federal , um dos presos é dono do terreno onde era feita a extração ilegal e o outro é suspeito de financiar o garimpo. Oito pessoas não foram encontradas e são consideradas foragidas.

Foto: arquivo Duas pessoas são presas em operação da PF contra garimpo no Rio Jequitinhonha
Há décadas centenas de garimpeiros exploram diamantes ilegalmente no rio Jequitinhonha

Duas pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (2) durante uma operação contra garimpo ilegal no curso do Rio Jequitinhonha, entre Diamantina e Couto de Magalhães de Minas, no Vale do Jequitinhonha. Oito pessoas continuam foragidas.

 

Helicóptero da Policia Federal foi utilizado na operação

A Operação Salve o Jequitinhonha conta com 120 policiais federais e teve participação de 240 policiais militares e 12 servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

 

Foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva,  cumpridos outros 16 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Belo Horizonte mas somente duas pessoas foram presas. As oito pessoas foragidas estão sendo procuradas, segundo a PF.

 

Trecho do rio Jequitinhonha entre Diamantina e Couto Magalhães, está completamente assoreado.

 

Durante as investigações, a Polícia Federal apurou que cerca de 900 garimpeiros atuavam ilegalmente em cinco trechos do rio; havendo, por vezes, mais de uma cava de exploração nos pontos de garimpo. A exploração era feita em larga escala, com o emprego de grande número de pás carregadeiras, tratores e caminhões, resultando em vasta degradação ambiental da região.

 

Com a deflagração, a Polícia Federal destruiu, com a utilização de explosivos, todos os instrumentos que vinham sendo utilizados especificamente na mineração ilegal tais como dragas e tratores para evitar que o grupo volte a garimpar.

 

 

Além de destruir o rio Jequitinhonha, garimpeiros faturam milhões com comércio ilegal de pedras.

 

A polícia calcula que os seis garimpos investigados faturavam entre 15 e 20 milhões de reais por mês com a venda internacional. De acordo com as investigações, pedras preciosas eram contrabandeadas principalmente para Europa e Ásia. A extração ilegal de diamante teria causado o assoreamento do Rio Jequitinhonha.