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Notícias » Polícia

12/08/2019 - 10:48 - Fonte: EM

Pimentel é alvo de nova operação da Polícia Federal

Empresas de consultorias que teriam ajudado no recebimento de R$ 3 milhões em vantagens ilícitas podem ter colaborado com a eleição de Pimentel para o governo de Minas em 2014

Foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press) Pimentel é alvo de nova operação da Polícia Federal
Pimentel é investigado pela suspeita de caixa dois na campanha de 2014 que o elegeu governador de Minas

O ex-governador Fernando Pimentel (PT) é alvo de nova operação da Polícia Federal, na manhã desta segunda-feira (12), em uma investigação que busca combater os crimes de falsidade eleitoral e lavagem de dinheiro. Os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão,  expedidos pela 32ª Zona Eleitoral,em Belo Horizonte, em um prédio na Região da Serra, onde ficam a casa e o escritório do petista.

 

A operação batizada de Monograma, que é um desdobramento da Acrônimo, ocorre duas semanas depois de Pimentel e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, prestarem depoimento no Fórum Laffayete em audiência do processo que apura a prática de caixa dois na campanha do petista ao governo de Minas, em 2014.

 


De acordo com a PF, as buscas desta manhã foram autorizadas diante de fatos apurados nas fases 2 e 9 da Operação Acrônimo, deflagrada em 2015. Segundo a investigação, empresas de consultoria teriam sido usadas para o recebimento de mais de R$ 3 milhões em vantagens ilícitas, por meio da simulação de prestação de serviços .


 

Delação premiada

 

No último dia 30 de julho , Pimentel e Bené prestaram depoimento para a juiza Luisa Peixoto em audiência reservadas. Eles não deram entrevista.

 

Ainda segundo a polícia, as provas foram corroboradas por delação premiada e indicam que os valores recebidos “decorreram de atuação de agente político em benefício de negócios de empresa brasileira no Uruguai”.Peixôto em audiência reservada e não deram entrevistas. Na audiência, o petista falou por quase meia hora e negou todas as acusações. Na saída, afirmou que tudo que tinha a dizer está no processo. 


Já Bené reafirmou o que já havia dito à PF durante o inquérito. O processo tramitava no Superior Tribunal de Justiça e foi remetido à primeira instância com o fim do mandato de governador do petista, em 2018.



Defesa

 


Em nota, o advogado Eugênio Pacelli, que faz a defesa do ex-governador Fernando Pimentel, criticou a nova operação da PF. "Estranhamos a medida, que se refere a fatos de 2014. E a Operação Acrônimo já adotou todas as medidas possíveis. Estamos contribuindo, colocando tudo à disposição, apesar do excesso que carateriza essa busca e apreensão", informou.