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10/03/2020 - 08:40 - Fonte: EM

Cultura das sempre-vivas no Alto Jequitinhonha é reconhecida como patrimônio mundial

A certificação está marcada para quarta-feira (11), às 11h, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília (DF).

Foto: arquivo Cultura das sempre-vivas no Alto Jequitinhonha é reconhecida como patrimônio  mundial
As flores são cultivadas há séculos por quilombolas e descendentes de indígenas

Um título internacional para a região do Alto Jequitinhonha – com a cor do cerrado, beleza das flores e força da cultura. Os municípios de Diamantina, Buenópolis e Presidente Kubitschek ganham reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como integrantes do programa Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (Sipam) – trata-se da primeira experiência com tal destaque no Brasil e quarta na América Latina. Nesse cenário, estão em destaque as famílias apanhadoras de sempre-vivas, personagens típicos da Serra do Espinhaço, cuja parte em Minas se tornou Reserva da Biosfera. A certificação está marcada para quarta-feira (11), às 11h, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília (DF).

 

 

Flores são usadas no artesanato da região do Alto Jequitinhonha

 

De acordo com a FAO, o certificado visa reconhecer patrimônios agrícolas desenvolvidos por povos e comunidades tradicionais em diversas partes do mundo, totalizando hoje 58 títulos. Com o anúncio oficial de amanhã, o sistema de Minas se torna pioneiro no país e se junta ao seleto grupo na América Latina que inclui o corredor Cuzco-Puno, no Peru, o arquipélago de Chiloé, no Chile, e o  sistema de Chinampa, no México. Para as comunidades, a valorização vem se somar a maior visibilidade para favorecer a economia, a turismo e a história.