Seu Internet Explorer está desatualizado

Para uma melhor visualização do site, utilize a mais nova versão ou escolha outro navegador.

Notícias » Economia

26/03/2020 - 08:16 - Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova auxílio de R$ 600 a informais e R$ 1.200 a mães chefes de família

A matéria segue para análise e aprovação do Senado. Benefício vai ser pago por três meses devido à pandemia de coronavírus

Foto: divulgação Câmara aprova auxílio de R$ 600 a informais e R$ 1.200 a mães chefes de família
Intenção é amenizar o impacto da crise do coronavírus sobre a situação financeira dos trabalhadores e das mães

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600,00, destinados aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus. A matéria segue para análise do Senado. 

 

Pelo texto do relator, deputado Marcelo Aro (PP-MG), o auxílio pode chegar a R$ 1.200 por família. O valor final, superior aos R$ 200 anunciados pelo Executivo no início da crise em virtude da pandemia, foi possível após articulação de parlamentares com membros do governo federal. O projeto prevê ainda que a mãe provedora de família “uniparental” receba duas cotas. 

 

Os trabalhadores deverão cumprir alguns critérios, em conjunto, para ter direito ao auxílio:


- ser maior de 18 anos de idade;


- não ter emprego formal;


- não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;


- renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e


- não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

 

Pelo texto, o beneficiário deverá ainda cumprir uma dessas condições:

 

- exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);


- ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);


- ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou


- ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.

Pelas regras, o trabalhador não pode ter vínculo formal, ou seja, não poderão receber o benefício trabalhadores formalizados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e servidores públicos. 

 

Pela proposta, também será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios: um do auxílio emergencial e um do Bolsa Família. Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio.

 

O pagamento será realizado por meio de bancos públicos federais via conta do tipo poupança social digital. Essa conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas sociais governamentais, como PIS/Pasep e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas não pode permitir a emissão de cartão físico ou cheques.