Seu Internet Explorer está desatualizado

Para uma melhor visualização do site, utilize a mais nova versão ou escolha outro navegador.

Notícias » Saúde

26/03/2020 - 10:32 - Fonte: HD

Semana Santa em Minas não terá procissões, encenações e tapetes

A Arquidiocese de Diamantina também suspendeu, até 12 de abril, as atividades paroquiais que promovem a aglomeração de fiéis, como festas, procissões, via-sacras, terços, novenas, missas, batismos e matrimônios – entre outra atividades– nas comunidades urbanas e rurais.

Foto: arquivo Semana Santa em Minas não terá procissões, encenações e tapetes
As missas da Semana Santa serão realizadas com um número mínimo de fiéis adultos.

A disseminação da Covid-19 já começa a afetar também tradições religiosas em Minas. Neste ano, o período entre o Domingo de Ramos (5 de abril) e o de Páscoa (12 de abril) será completamente diferente em Belo Horizonte e no interior do Estado. Missas continuarão sendo realizadas, conforme orientação do Vaticano, mas sem a presença dos fiéis. Até mesmo um ritual secular realizado em São João del Rei teve que ser suspenso.

 

A Arquidiocese de Mariana, que abrange diversas cidades históricas, como Ouro Preto e Congonhas, publicou ontem um comunicado determinando a suspensão de todos os atos externos típicos da Semana Santa, como procissões, encenações e atos devocionais. A Festa de Exaltação da Cruz foi transferida para o dia 14 de setembro.

 
 

Dessa forma, moradores de Ouro Preto e turistas não poderão participar de procissões, vias-sacras, nem montar os tradicionais tapetes de serragem, de acordo com recomendação da Arquidiocese de Mariana. No Domingo de Ramos e nos outros dias da Semana Santa, os sacerdotes terão de celebrar a missa sem a presença fiéis, podendo fazer transmissões on-line. Para a Quinta-feira Santa, o tradicional rito de lava-pés deve ser evitado.

 

A Arquidiocese de Diamantina também suspendeu, até 12 de abril, as atividades paroquiais que promovem a aglomeração de fiéis, como festas, procissões, via-sacras, terços, novenas, missas, batismos e matrimônios – entre outra atividades– nas comunidades urbanas e rurais. As missas da Semana Santa serão realizadas com um número mínimo de fiéis adultos. 

 

 

Sexta-feira da Paixão será sem beijos à cruz e a imagens

 

Arquidiocese de Belo Horizonte prevê a realização de celebrações com um pequeno público dentro das igrejas durante alguns dias da Semana Santa, conforme comunicado assinado pelo arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo. As regras são válidas para a capital mineira e para cidades onde há forte tradição cultural nessa época, como Sabará e o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté.

 

O texto prevê que o Tríduo Pascal (as importantes celebrações entre a Quinta-feira Santa e a Páscoa) seja realizado por poucas pessoas, “bem distanciadas umas das outras na igreja, a mais ou menos um metro e meio, o que vale também para a disposição das pessoas no presbitério e no local da equipe de canto”.
Na Missa da Ceia do Senhor, celebrada na Quinta-feira Santa, não haverá o rito do lava-pés. Na Sexta-feira Santa, fiéis e sacerdotes não poderão beijar a cruz e outras imagens de devoção.

 

Para a Vigília Pascal, do Sábado de Aleluia, recomenda-se às famílias que acendam o “círio” (uma vela mais grossa), após meditação e leitura de passagens bíblicas. Muitas celebrações serão transmitidas por diferentes meios de comunicação (internet, rádio, TV Horizonte). Procissões, sermões, dramatizações da Paixão e via-sacras estão suspensas neste período.

 

 

 


Leia mais:
Páscoa menos doce: com a Covid-19, comércio prevê retração nas vendas de ovos de chocolate e peixes