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Notícias » Política

21/01/2021 - 18:20 - Fonte: MAB

MAB cobra da Cemig retomada de projeto para construir usina solar em Grão Mogol

Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens--MAB- a CEMIG paralisou o projeto e não mantém atingidos informados sobre a continuação da construção da usina. Protesto ocorreu em frente às regionais da empresa em Araçuai, Salinas,Almenara, Minas Novas e Montes Claros.

Foto: divulgação MAB cobra da Cemig  retomada de  projeto para construir usina solar em Grão Mogol
Atingidos levaram faixas para chamar atenção sobre o caso.

O Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB-  realizou nesta quinta-feira (21), uma ação de denúncia sobre o descaso da CEMIG com os atingidos das regiões do Vale do Jequitinhonha e Rio Pardo. A ação aconteceu na porta das sedes regionais da empresa, nos municípios de Almenara, Araçuaí, Minas Novas, Salinas e Montes Claros, com um ato simbólico de poucas pessoas e faixas. 

 

A luta é em defesa do Projeto Veredas Sol e Lares, um projeto de pesquisa e desenvolvimento que tem como objetivo a construção de uma usina fotovoltaica na região de Grão Mogol, para atender mais de 1.250 famílias das bacias dos rios Jequitinhonha e Pardo, com redução na conta de energia.

 

De acordo com o MAB, ha mais de um ano que a CEMIG não faz nenhum repasse financeiro para a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social, a AEDAS- associação responsável pela efetivação do projeto. A medida, segundo o MAB, causou um impacto muito forte em toda equipe do Veredas, afastando a equipe por falta de recursos financeiros,  perda de conhecimento, gasto além do previsto com recurso público, falta de acesso a redução da conta de energia e ainda a limitação na participação popular no processo e redução no diálogo com a CEMIG. 

 

 

 

O MAB acusa a CEMIG  de utilizar-se  da pandemia da Covid-19,  para manter o projeto parado. “ Desde antes da pandemia a empresa já havia parado de fazer os repasses. O acesso à área para construção da usina estava sendo negociado nos trâmites internos da empresa, sem nenhuma solução concreta”, destaca o MAB em sua página virtual. 

 

O movimento diz ainda que  todos os equipamentos necessários para a construção da usina já foram comprados e estão aguardando que a empresa faça o repasse e libere o acesso da área.

 

No ato de hoje foi entregue em todas as cinco sedes das regionais da Cemig, um ofício para convocação de uma reunião entre AEDAS, MAB e CEMIG para solucionar as pendências e para dar andamento ao projeto. 

 

A Cemig ainda não se pronunciou.