Seu Internet Explorer está desatualizado

Para uma melhor visualização do site, utilize a mais nova versão ou escolha outro navegador.

Notícias » Cidades

03/03/2021 - 07:00 - Fonte: Gazeta de Araçuaí

Agnaldo Timóteo morre de COVID-19, aos 84 anos, no Rio

Cantor estava internado deste 17 de março; ele chegou a sair da UTI, mas seu estado piorou e ele precisou ser intubado

Foto: arquivo Agnaldo Timóteo morre de COVID-19, aos 84 anos, no Rio
Cantor será sepultado em Caratinga, onde nasceu.

O cantor Agnaldo Timóteo não resistiu às complicações ligadas à Covid-19 e morreu, na tarde de sábado (3), vítima do coronavírus. O óbito do mineiro nascido em Caratinga, e que completou 84 anos em outubro passado, foi confirmado pelo sobrinho, Timotinho Silva, por meio das redes sociais. Timóteo estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Casa São Bernardo, no Rio de Janeiro, em estado grave desde 17 de março. Ele estava intubado e, nessa sexta-feira (2), familiares chegaram a pedir orações por sua recuperação.

 

O artista já havia tomado a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus em 15 de março, mas contraiu a doença antes de desenvolver proteção para ela. Na ocasião, Timotinho Silva disse que o artista foi imediatamente levado ao médico quando surgiram os primeiros sintomas do mal. "Ele começou a sentir certas dores e a partir disso resolvemos levar para o hospital. Ele sentia dores no corpo, estava tossindo e tremendo um pouco a mão", disse ele em entrevista ao Cidade Alerta (RecordTV) do Rio de Janeiro.

 

 

Em 2019, o cantor chegou a ficar entre a vida e a morte. Ele apresentou quadro de vômito, glicemia baixa e pressão alta após um show em Barreiras (BA) e precisou ser internado por dois meses por causa de um princípio de acidente vascular cerebral (AVC) e um quadro de infecção urinária. Timóteo chegou a ficar em coma induzido na ocasião.

 

Relembre a história de Agnaldo Timóteo

 

Uma série de discos de sucesso lançados na segunda metade dos anos 1970 foi suficiente para inserir Agnaldo Timóteo entre os grandes cantores populares do Brasil. Antes, demorou para emplacar. Depois, não repetiu esses êxitos e teve uma carreira errática.

 

Depois de perseguir por anos espaços em rádios, de cidade em cidade, o mineiro nascido em Caratinga, no dia 16 de outubro de 1936, gravou um disco de algum sucesso, com título ambicioso, "Surge um Astro", em 1965. Este e o disco seguinte eram repletos de versões em português de hits internacionais.

 

Mas um breve estrelato veio depois, com "Obrigado Querida", em 1967. Entre as faixas, "Meu Grito" escrita por Roberto Carlos e rapidamente instalada no primeiro lugar em paradas por todo o país. Mas os lançamentos seguintes foram fracos, embora ele ganhasse mais espaço na mídia.

 

Em 1972, seu sucesso com a canção "Os Brutos Também Amam", de Roberto e Erasmo Carlos, o aproximou do emergente filão da música brega. No programa de Silvio Santos, chegou a cantar essa música dentro de uma jaula com um leão. Velho e meio banguela, mas ainda assim um leão.

 

O grande salto na carreira foi em 1975, quando ele definitivamente mirou o público do som brega. Em comparação com fenômenos de venda do gênero, como Odair José, Waldick Soriano e Reginaldo Rossi, Timóteo tinha um diferencial: o vozeirão poderoso, com tons graves que alcançavam um volume impressionante. Em shows, gostava de dispensar o microfone por um momento e exibir toda a potência da voz.

 

Veio então o álbum "A Galeria do Amor" (1975), com uma faixa-título que se tornou hino para fãs de canções de paixões derramadas. Timóteo ia além do romantismo habitual que tocava nas rádios, com letras pesadas, sobre casos mal-resolvidos e cenas dramáticas de amor louco e ciúme doentio.

 

Até 1978, gravou um bom disco por ano, consolidando seu nome entre os grandes vendedores de LPs: "Perdido na Noite" (1976), "Eu Pecador" (1977) e "Te Amo Cada Vez Mais" (1978). Timóteo cumpria um marketing pessoal para transmitir a imagem de grande sedutor.