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Notícias » Saúde

15/04/2021 - 12:23 - Fonte: Gazeta de Araçuaí

Hospitais de MG sofrem com estoques críticos de remédios para pacientes com Covid

Prefeituras tentam driblar caos devido à baixo estoque de medicamentos

Foto: arquivo Hospitais de MG sofrem com estoques críticos de remédios para pacientes com Covid
A situação enfrentada em Minas é parte de uma crise nacional.

Municípios de Minas Gerais estão correndo atrás de empréstimos, transferindo pacientes para outras cidades e reforçando pedidos por medicamentos junto ao poder público para tentar driblar a falta de insumos para atender pacientes internados em UTIs em decorrência da Covid-19.

 

O governo do estado reconhece que os estoques atuais estão em "nível não recomendável para o enfrentamento da pandemia". No dia 8 de abril, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou a jornalistas que algumas unidades hospitalares tinham o suficiente para mais um ou três dias. "Estamos correndo risco de pacientes intubados acordarem porque faltou sedativo", disse.

 

A situação enfrentada em Minas é parte de uma crise nacional. Na terça-feira, o governo de São Paulo enviou um ofício ao Ministério da Saúde afirmando que precisa receber medicamentos do kit intubação em 24 horas para evitar o desabastecimento.

Minas recebeu uma remessa de bloqueadores neuromusculares (usados nos kits intubação) no fim de semana, mas foi insuficiente para atender à demanda -o estado tem 853 municípios e registrou taxa de ocupação de 88,5% nos leitos de UTI públicas reservados à Covid-19, nesta quarta (14).

 

O governo mineiro diz que o Ministério da Saúde mudou o procedimento para requisição dos insumos e não tem conseguido distribuí-los em tempo hábil. A solução paliativa da gestão Zema tem sido remanejar o estoque para os hospitais mais necessitados.

 

Em reunião, na segunda-feira (12), representantes da indústria de insumos relataram ao Ministério Público de Minas Gerais a dificuldade de abastecimento devido ao consumo até 10 vezes maior. A instituição tem acompanhado a questão e feito negociações para aquisição por parte do poder público.

 

Segundo o promotor Luciano Moreira de Oliveira, coordenador do CAO-Saúde (Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde), em outra reunião, um representante do Ministério da Saúde disse que cada instituição deve manter estoque para sete dias, acima disso seria luxo no momento atual e deve ser repassado a quem não tem.

 

"Hospitais estão acostumados a trabalhar com estoques de 60 dias, então, quando chega a sete dias, de fato, é uma situação de desespero. Vamos ter que, nesse momento, manter estoques mínimos para conseguir atender a todos", afirma o promotor.

 

Na segunda-feira, o secretário estadual de saúde de Minas, Fábio Baccheretti, reforçou a necessidade de reabastecimento dos estoques de sedativos e bloqueadores neuromusculares para atender UTIs do estado em uma reunião virtual com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

 

Por meio de nota, o ministério disse que aguarda para esta quinta-feira (15) a chegada de 2,3 milhões de medicamentos para intubação, que foram doados por empresas brasileiras e saíram da China.

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