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05/06/2021 - 12:12 - Fonte: Gazeta de Araçuai

Rio Araçuai continua pedindo socorro: Poucos ouvem.

No dia Mundial do Meio Ambiente ( 5 de junho ), discussão sobre agressões sofridas pelo Rio Araçuai é um tema a ser colocado em pauta.

Foto: arquivo Rio Araçuai continua pedindo socorro: Poucos ouvem.
Rio Araçuai que nasce na Serra do Gavião, em Diamantina, banha 19 cidades do Vale do Jequitinhonha

 

 

“O Rio Araçuaí está na UTI. E, por tabela, morrem outros rios”, ressaltou o Frei José Natalino Martins, pároco de Berilo, durante audiência pública realizada em junho de 2019 pela  Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. De lá para cá, poucos se preocuparam com a saúde do rio.

O  retrato de algumas dessas agressões, continua a ser  visto através do lançamento de esgoto, desmatamento das matas ciliares, extração de areia e pelo lixo jogado  em  suas margens, como ocorre no município que divide com o rio seu nome e seus detritos.

 

 A situação  vem se  agravando com o desaparecimento de muitos córregos da região que são afluentes do Rio Araçuai.

 

Audiência pública realizada na ALMG em BH para discutir situação do rio,  pouco ou quase nada resolveu.

 

Um longo trecho do rio está agora com alto nível de turbidez provocado pela vazão da Barragem do Setúbal, inaugurada em 2010. A Barragem foi construída  para resolver o problema da água na região, com a perenização do Rio Setúbal. No entanto, erros técnicos estão provocando graves impactos ambientais na região. Uma das propostas apresentadas é o esvaziamento da barragem para que seja promovida a limpeza e retirada de resíduos do fundo. No entanto,  apesar das audiências e dos pedidos de socorro, pouco ou quase nada foi feito para resolver a situação.

 

O rio Araçuaí, possui extensão de 250 km . Ele nasce na Serra do Gavião em Diamantina, no Alto Vale do Jequitinhonha. Passa por 19 municípios e abastece 23, sendo cerca de 500 mil pessoas no Vale do Jequitinhonha que de uma ou outra forma dependem do rio  para sobreviver.

 

 

Há 25 anos, jornal já alertava para o problema. Nada foi feito.

 

O Araçuai, também é responsável pela prática das principais atividades econômicas da região, como a agropecuária e a pesca,  além do abastecimento de toda população da cidade.

 

Atividades econômicas clandestinas e falta de fiscalização matam o rio Araçuai um pouco por dia.

 

No entanto, poluição e assoreamento estão afetando o abastecimento e o lazer proporcionado pelo rio. Durante audiência pública na ALMG em 2019, lideranças e moradores denunciaram  irregularidades em barragens do Estado e também a falta de fiscalização do IGAM- Instituto Mineiro de Gestão das Águas, com relação ao uso irregular das águas para irrigação de pastos, cultura de banana, mineração, entre outros.

 

Apesar de sua importância ecológica, econômica e social,  o rio enfrenta considerável degradação ambiental. Quem vai pagar por isto?

 

O passado do rio Araçuaí não pode ser esquecido, pois é a memória do município e das cidades que ele banha que também está em jogo. Algo que o poder público não pode negligenciar, em seu dever na proteção deste patrimônio natural  do Vale do Jequitinhonha .

 

Gazeta de Araçuai