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23/09/2012 - 01:04 - Fonte: G-1

Diretor comparece, mas exibição de 'Febre do Rato' é adiada em Araçuaí

De acordo com a coordenadora do cinema, Advete Santana, problemas técnicos impediram que o filme fosse rodado.

Foto: Diego Souza Diretor comparece, mas exibição de 'Febre do Rato' é adiada em Araçuaí
Diretor de 'Febre do Rato', Cláudio Assis, não conseguiu assistir a estréia de seu filme em Araçuaí

O Cinema Meninos de Araçuaí adiou a estreia do filme 'Febre do Rato' que aconteceria na sexta-feira (21), em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha.

 

O diretor do longa-metragem, Cláudio Assis, esteve na cidade para acompanhar o lançamento, mas não houve exibição do filme.

 

De acordo com a coordenadora do cinema, Advete Santana, problemas técnicos impediram que o filme fosse rodado.

 

"Infelizmente houve um problema que não poderemos resolver a tempo. Lamentamos muito não exibir o filme nesta noite, principalmente pelo fato de termos a presença do diretor Cláudio Assis. Pedimos desculpas aos presentes e também ao Cláudio", explicou a coordenadora.

 

Compreensivo, Cláudio Assis também lamentou o incidente. "A gente lamenta, mas não adianta ficar bravo. Se ficar bravo adiantasse, eu até ficaria", brincou o diretor.

 

Uma nova data para o lançamento de 'Febre do Rato' em Araçuaí será marcada nos próximos dias

 

A Febre do Rato quer provocar polêmica, diz jornal paulista

 

Cláudio Assis estava anteontem dia 21 de junho em Florianópolis, promovendo o lançamento de Febre do Rato.

 

Foi lá que ouviu de um admirador local - "Tu diz que não é gay (na verdade, a palavra era mais forte), mas tem sempre um em teus filmes." Sim, e heteros, e homens e mulheres, e brancos, e negros, e mamelucos, disse Assis.

 

Cláudio Assis faz cinema pela tolerância, contra o preconceito. A Febre é sobre poeta que cria uma comunidade de iguais, onde rola sexo, drogas e álcool. O filme faz a apologia da vida livre e desregrada. Evoca Dioniso, o cinema marginal dos anos 1970 e o teatro bacante de Zé Celso Martinez Corrêa.

 

É um filme na contracorrente do cinema brasileiro atual.

 

Seus palavrões não têm nada a ver com E Aí, Comeu?, que também estreia hoje e é uma grande aposta de mercado, com cerca de 550 cópias. O lançamento de Febre do Rato é muito menor, mas tamanho, no caso, não é documento.

 

Você pode preferir o filme de Cláudio Assis - crítico de respeito prefere -, mas isso não significa que tenha de desprezar o olhar de Felipe Joffily sobre a infantilidade de Bruno Mazzeo e seus amigos de boteco.

 

Febre do Rato é o melhor dos três longas de Cláudio Assis. Como diretor, como ?autor?, ele só foi crescendo - Amarelo Manga, Baixio das Bestas, Febre do Rato. Por não ter meias medidas, Claudião, como é chamado, carrega várias etiquetas - transgressor, machista.

 

Transgressor, ele é, machista, não se crê. E já houve quem o chamasse de moralista às avessas. "É o c...", ele dispara. "A sociedade está muito careta", avalia. Como não se enquadra nos modelos palatáveis de comportamento nem de cinema de mercado, desconcerta - no mínimo.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo.